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Pois é, fui demitido!

“Quais as melhores orquídeas para o Rio de Janeiro?”

Esta foi a pergunta que mais ouvi durante 1 ano e 7 meses. E ela geralmente vinha acompanhada de “… porque no Rio você sabe né, aquele calor de 60º, onde nada dá certo e tal.”

A síntese deste tempo me relacionando todos os dias com pessoas e suas particularidades é: trabalhar como vendedor me tornou mais humano.
Foi curioso ouvir as histórias dos clientes, que em sua maioria, já tinham visto muita coisa nessa vida. Essa vida cheia de coisas estranhas, mas que conseguiram observar a graciosidade e magnitude de acordar todas as manhãs. Resilientes. A experiência de cada um, e o vínculo que eventualmente fomos construindo, foram o que me motivou a acreditar em gente. Acreditar que existe gente disposta a ouvir e ser ouvida. Como a história de vida da Dona Elcita e seu marido. Sabe aquele tipo de gente que você pode ficar horas deitado ouvindo que não se cansa? Suas sábias palavras me inspiraram tanto que fizeram parte do meu primeiro livro.

Nem tudo foram rosas. E a falta das rosas também foi poética.

O artigo que escrevi esta semana para o Ideia de Marketing – “como lidar com a intolerância digital”(link) -, me fez pensar que os indivíduos que possuem este hábito, o de serem intolerantes, desenvolvem esta habilidade(?) primeiro interpessoalmente. Hoje sei, depois de quase dois anos, o que meus colegas vendedores passam. Há uma redução de classe. Uma inferiorização equivocada. E claro, o julgamento intelectual forçado. A soberba vestida de preconceitos (ou seria o inverso?). Não posso generalizar, mas seria hipocrisia não mencionar este fato. Todo mundo deveria ter a experiência como vendedor pelo menos um final de semana!
Ainda ouvi durante todo o período que estive lá, julgamentos de pessoas ditas próximas, questionando o porquê de eu não estar trabalhando nas áreas que escolhi alguns anos atrás. Pois é, tem esse tipo de gente também. Que vive do que já foi, do que elas acham ser o melhor pra você de acordo com o que for conveniente pra elas mesmas.

Mas descobri que estes, os ignorantes, são os que não sabem apreciar a simplicidade, o belo e essencial. Não entendem o que é necessidade ou se preocupam com o próximo. Não olham para si.
É uma crítica sim, e um apelo pelo respeito.

A minha sincera gratidão à toda equipe Arabotanica, pelo ensino dessa arte formidável que é a produção e cultivo de orquídeas.
Aos amigos pacientes que entendiam minha indisponibilidade todos os feriados e finais de semana, obrigado.

Foram dias contemplativos, com esquilos disputando abacate, as borboletas azuis comendo pitanga, as maritacas no pé de ameixa e o beijar-flor se encontrando nas bromélias. As incontáveis aranhas não preciso mencionar…

Foram muitos sorrisos. Alguns olhares. E algumas dores de cabeça também. Memórias. Histórias.

Construí conceitos, reavaliei outros. Posso ponderar alguns, mas deixo para um próximo café.

Aos que não sabem, por enquanto a escrita não é minha renda fixa (a música e o teatro também nunca foram). Meu sonho é um dia viver pela arte – fazer o quê, sou um sonhador.
Por isso, preciso de um emprego! Você pode compreender minha aproximação pelo marketing e me conhecer mais por aqui, pelas redes sociais, ler meu currículo completo no perfil no LinkedIn clicando neste link, ou me mandar um e-mail (contato@arthurbarbosa.com).

Como expresso no texto “o que no move”(link), continuo andando. Vivendo. A gente vai se encaixando. Minha capacidade de contextualização e autoanálise tornou-me um homem consciente e criativo. Tudo é finito e existe o infinito nos pontos finais.

É aquele sentimento dúbio. Menor ideia do que vai acontecer nos próximos meses. Um novo dia. Novas palavras, novas permissões.

Ah, existem algumas espécies e híbridos que precisam do calor. Outras se adaptam em ambientes mais abafados, mas o que mais te recomendo é a Phalaenopsis, porque sua floração tem duração maior. Cerca de dois, três meses. Só lembrar de regar uma vez por semana (duas pra tempos mais quentes). Mas lembre-se: elas não podem ficar expostas ao sol pleno. É bacana também você se preocupar com adubação NPK: existe o tempo certo para utilizar os de manutenção, floração, crescimento e cálcio. O replante só pode ser feito quando esta floração acabar.  Bom cultivo. 🙂

 

 

Comments(4)

  • Alex
    30 de novembro de 2015, 17:18  Responder

    É bom pensar que sua floração foi completa onde você esteve até hoje.
    Que as novas florações aconteçam.
    Seu eu tivesse como te empregar, o faria!
    Seja como for, continue!

    • arthurbarbosa
      30 de novembro de 2015, 17:30

      Cultivar novas flores.
      Obrigado, Alex 🙂

  • 6 de dezembro de 2015, 18:32  Responder

    Somos dois desempregados. 😀 Mas a vida há de trazer novas aventuras e novos caminhos!

    • arthurbarbosa
      7 de dezembro de 2015, 23:47

      Amém! 🙂

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