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(Quase) Tudo que você precisa saber para publicar seu 1° livro independente (e digital) #ideiademkt

 

/ALERTA TEXTÃO/ Tenha um tempinho para ler. Dedico as palavras a seguir aos escritores iniciantes, desnorteados sobre as principais informações. Aos autores que, como eu, já estão se aventurando nas publicações digitais, sempre tem uma coisinha ou outra para revisarmos.

A auto publicação ganhou maior expansão neste Tempo. Sob influências da hipermodernidade, os autores redescobriram maneiras de contar – e divulgar – histórias. Em 2014 escrevi um breve roteiro com doze passos para a construção de um e-book, pelo Ideia de Marketing. De lá pra cá, diante observações e pesquisas sócio-comportamentais, muita coisa aconteceu no mercado editorial. Hoje (e projetando para 2018) cabe rever, lembrar, acrescentar e rescrever tópicos de essência neste novo plot artístico-existencial. O cenário literário tem evoluído sim, mas existem os cuidados primordiais que todos devemos olhar (digitais ou não).

Infelizmente, as editoras físicas estão saturadas. Demoram anos para dar um retorno sobre seu original, literalmente. Algumas dão prazos de 24 meses, e nem chegam a retornar! Se você não possui capital para investir ou um nome já conhecido na praça, é cada vez mais difícil. Em grande maioria, elas não pegam um livro auto publicado para gerenciar – aquelas brigas intermináveis entre a galera criativa e a galera executiva. O que pode ser mais rentável e toda essa preocupação mercadológica. Uma ótica importante, mas que não deveria definir tudo, não é?

Há vários fatores que nos desafiam. Muitas vezes pensamos que não podemos fazer auto publicações porque, já há muitos e muitos anos, tem sido apenas os editores e sua equipe a decidirem o que pode ser publicado. A tecnologia mudou o cenário. Observe comigo e pontue:

A PRÉ PRODUÇÃO

  1. O momento inicial do turbilhão de ideias. Aquele instante que você começa a rabiscar algo na cafeteria. As notas. Os rascunhos. Os filmes e séries que lhe inspiram. Qual ou quais temas pretende conversar em sua narrativa? Gosto muito do Evernote para a organização de anotações e o Pocket para armazenamento de links;
  2. Sugiro fazer uma pesquisa online de autores e editoras que trabalham nesta linha ou gênero. Veja o que estão publicando e, então, “o que posso fazer diferente?”
  3. Diante destas informações, defina (ou comece a definir) seu público alvo (até porque, ele pode ir mudando conforme for escrevendo). Mas é interessante já possuir um foco de audiência;
  4. Não se preocupe com arte, revisão, quantidade de laudas ou caracteres. Não agora;
  5. Não tem jeito: uma hora ou outra, você precisará gastar dinheiro – mesmo que sua obra seja independente. A dica, enquanto você produz, é pesquisar canais de capitação de recursos. De repente, vale colocar seu projeto em um site de crowdfunding e financiamento, como o Cartase, ou ainda, inscreve-lo na Lei Rouanet (no Youtube você encontra inúmeros vídeos de ajuda e compreensão destes processos). Por aqui, cabe pensar nos possíveis profissionais que estarão contigo;
  6. Podemos conversar em outra oportunidade sobre o processo criativo e as formas de gerenciamento de ideias 😉

A PRODUÇÃO

  • Escreva. Qual processador de texto irá usar? O habitual e super eficaz é o querido e velho Word. É bacana procurar se aprofundar no software para utiliza-lo melhor, sem ficar dependendo de terceiros. Existem cursos rápidos online de Word Avançado. Escreva. Continue escrevendo. Pesquise. Escreva mais. Pesquise novamente. Leia artigos científicos e traga fundamentação. Continue escrevendo. Há agentes que indicam escrever ao menos 4 mil palavras todos os dias – claro, quanto mais praticar, mas exímio se torna -, mas acredito que não precisa ser assim. Não é todo dia que há inspiração, não é mesmo? Estabeleça uma rotina ou um CRONOGRAMA.
  • Seja paciente. Mesmo com cronograma, seu livro pode se escreito em um mês ou dez anos. Novamente, tudo pode dependeer de sua pesquisa teórica e de campo, seus recursos, tempo disponível e, claro, inspiração. Os movimentos da vida vão moldando sua narrativa;
  • Imergir. Varie de ambientes/cenários. Mude sua rotina. Observe. Assista mais tudo ao seu redor. Converse com pessoas de diferentes perspectivas, culturas, religiões, comportamento… Terminou? (Sim, eu sei. A gente nunca termina. Difícil colocar o ponto final). Mas ao menos, finalizou o arco e enredo? Desenvolveu o início, meio e fim? Próximo passo. (Opa, podemos conversar também em outra oportunidade sobre como se dá a produção textual);
  • Revise. Faça você mesmo, todo dia. MASprocure revisores profissionais que possam desenvolver este trabalho (a galera de Letras e Jornalismo, por exemplo). É aqui que surgirão as modificações, acréscimos, correções. Sua história pode até tomar novos rumos. Novas perspectivas. E este processo pode durar meses! É crucial e intrínseco. É a organização de pensamentos, pesquisas, notas… A construção e polimento da ortografia e gramática;
  • Leitura crítica. Escreveu e revisou? Agora cabe escolher amigos próximos para analisar seu conteúdo. E, além deles, um agente literário ou algum profissional em Letras/Jornalismo, de novo, para criticar as técnicas de sua obra. Este profissional, assim como o revisor, irá pontuar tudo! Parágrafo por parágrafo. Contexto. Coesão. Língua. Dicas para aprimorar o perfil deste ou aquele personagem, uso correto disso e daquilo. Em um outro momento, ele poderá até lhe direcionar para as editoras com seu perfil e à publicação física;
  • Diagramação. Se você saca dos editores e manipuladores de imagem, ótimo! Um dos softwares mais utilizados para diagramar é o inDesign da Adobe. Sei que em todas as etapas anteriores, você já havia pensado na estética de sua obra: capa, ilustrações, cores… Acredite, eu mesmo enquanto escrevo já idealizo a construção artística. É assim mesmo. Você vai guardando referências ao longo da produção lá no Evernote. Agora aqui, você expõe diretamente. Se não sabe lidar com o software, contrate um diagramador competente. Defina para ele TUDO: fonte, tamanho, layout de página, ilustrações, referências, etc. E se ele for bom, também lhe trará ideias. O livre é digital! Então explore imagens, links e vídeos. Fica minha recomendação do Tiago Martins, fale com ele: http://wared.in/ 😉
  • DICA VALIOSA PARA AUTOPRODUÇÃO: Existem recursos online que podem lhe auxiliar nesta etapa. A minha sugestão é o Canvaum software de design gráfico gratuito, fácil de usar e completamente online (não é necessário baixar nenhum programa). Está fazendo bastante sucesso entre seus usuários! Criado há menos de 5 anos e já conta com mais de 10 milhões de usuários, por 197 países (para se ter uma idéia, a cada segundo são 4 novos designs sendo criados). Eu já o usava para criação de outras artes, como posts personalizados e dimensionados para as mídias sociais, currículo artístico e demais peças originais. Agora, para os livros, tornou-se uma ferramenta de suporte incrível. Confere lá!
  • Revise novamente. Após a diagramação, junto de seu revisor, confira todos os detalhes: espaçamento, travessão, nomes, referências, ponto e vírgula. Certamente surgirão correções que não viram lá atrás. (E olha, muito capaz que depois de lançado, ainda tenha errinhos para consertar numa próxima edição);
  • Registre. Mesmo em formato digital e você sendo o próprio editor, é primordial que exista o registro do seu livro, o ISBN. Além deste, os Direitos Autorais. As informações você encontra no site da Biblioteca Nacional. As taxas variam de acordo com sua proposta e obra. Cabe, inclusive, obter o ISBN ainda no momento da revisão, como precaução e segurança – melhor deixar registrado de antemão do que esperar todo o processo, porque neste ínterim, alguém pode acabar olhando suas ideias 😉 Depois de registrado, se desejar, encaminhe seu original impresso ou por e-mail para editoras (lembrando que, além da paciência, você precisa fazer a pesquisa para compreender qual editora possui o perfil de sua obra);
  • O formato. O usual PDF ainda é usado. É a via direta, que todos passam. Mas além deste, o ePUB3 tem sido o mais indicado. Pesquise sobre este formato. As livrarias online só estão trabalhando com ele. É ele quem ajustará e facilitará a leitura no leitor do celular/tablet. Se não sabe, não tente fazer sozinho em sites ou programas conversores! Um designer pode desenvolver o serviço;
  • A publicação. A cereja do bolo. As principais livrarias online são: iBooks Store, Google Play, Amazon, Cultura, Kobo e Saraiva. Em auto publicação, as mais usadas são a iBooks e Amazon: elas dispõem de todo o serviço gratuito para lhe auxiliar em cada etapa e gerenciar seus próprios gastos/ganhos. As demais, o mais indicado é ir por uma editora de livros digitais. Existem agências que se dedicam somente nisto. Você pode contratá-las para revisão, diagramação, leitura crítica, conversão de arquivo ou só pelo envio às livrarias online. Importante ressaltar: parte do valor atribuído na venda (escolhido por você), fica com as lojas (cada loja possui um percentual).

PÓS PRODUÇÃO

A hora da divulgação \o/

  1. Invista tempo estudando as plataformas digitais e as linguagens que cada uma trabalha, afinal, seu livro é digital, então é ali que seu maior e interessado público, está;
  2. Produza peças para postar em suas mídias sociais;
  3. Procure saber sobre o Google AdWords para patrocinar seu livro e rankea-lo nas pesquisas do Google (os profissionais do marketing digital podem auxiliá-lo);
  4. Busque por blogs que fazem resenhas de livro para parcerias;
  5. Tenha um blog pessoal, assim você pode compartilhar textos de sua obra e conversar o seu leitor;
  6. Quem sabe, faça vídeos no Youtube explicando sobre seu projeto. Todos os caminhos valem, desde que feitos com bons planejamentos estratégicos (pauta para outro texto).

Pois é, não é tão rápido e fácil assim. Quando vê, foi-se um ano inteiro só produzindo. É assim mesmo. Procurei sintetizar, mas acredito ter outros tópicos para elaborarmos e aprofundarmos. Se você ainda possui alguma dúvida, pode me procurar e perguntar.

Meu 2º livro, “A Construção do Olhar”, está em PDF e free. Aqui ó: bit.ly/aconstrucao. Vídeos sobre os livros no Youtube. Qualquer coisa, conversamos por mensagem ou no Instagram. Até mais e boa produção!

 

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