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Outro dia, acordei cinco horas da manhã.

Sabe aquela sensação de que tem alguma coisa te incomodando? Você vira para um lado, vira para outro, abre os olhos, fecha-os novamente, visualiza as horas no celular, levanta e vai ao banheiro, se olha no espelho e… nada. Não encontra o motivo da inquietação.

 

Fui parar na varanda. Que nostalgia! Pude contemplar o silêncio; vislumbrar a quietude. Era esse o motivo da minha ansiedade: conseguir enfim respirar. Ouvir minha respiração naquela gritante imensidão de paz.

“Eu abro as asas e preparo a alma pra respirar.”


Curiosa a relação de sentido das coisas. E neste sentir, a incomparável força da essencialidade. Nesta essência, o simples.
Fazia tempo que não me permitia sentir o aroma do café. O gosto do café. O ritual que envolve seu preparo e manuseio.  Acho que estava cultuando outros afazeres. Priorizando outros sentidos…

Empoderar, politicar, articular, ponderar, falar, respeitar. Se fadigar.

Vai saber. Talvez não é o dizer, mas o fazer. Não é o estar mas o permanecer? A inerente intuição de peregrinação. Afinal, o meu mundo não é este. É? Como forasteiro, percorro meu inconsciente. Volto ao vislumbre. Aprendo o novo com quem já está cansado do velho.

São as resoluções remotas, sabe? O que está ao seu alcance. E neste sentir o silêncio, perceber quais passos dar. Silenciar tem disso.
E ainda, quando optamos por imergir neste ilógico silêncio, aprendemos a olhar. Adquirimos a percepção do quê estamos assistindo e como estamos sendo assistidos. Entendemos que o olhar constrói argumentos, e que estes, podem definir o que evocamos para nós mesmos.


“Pois quem olha pra fora, sonha, e quem olha pra dentro, desperta.”


São os verbos.
Continuar criando novas melodias. Se envolver nas harmonias. Viver o remoto. Se preservar aos ruídos naturais. Descobrir silêncios em sorrisos, olhares, mundos. Explorar e colecionar pertencimentos.

Optar pelo o que é simples.

As narrativas da Disney muito nos influenciam nisto. Um mundo (não tão) ideal (assim). Vem ler. 🙂
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Ir sem saber se vai voltar.
Ir sem saber se vai.
Ir sem saber se.
Ir sem saber.
Ir sem.
Ir. *

*Autor desconhecido.

 

Ir | Arthur Barbosa

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Arthur Barbosa
Arthur Barbosa

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